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Operação08 de julho de 2026

Gestão da Fadiga: O risco invisível que ameaça as frotas e a segurança viária

Especialistas alertam que a privação de sono impacta o tempo de reação de motoristas tanto quanto o álcool. Para empresas de assistência e gestão de frotas, implementar estratégias de controle da fadiga é fundamental para reduzir sinistros e otimizar custos operacionais.

Gestão da Fadiga: O risco invisível que ameaça as frotas e a segurança viária

A segurança nas estradas brasileiras enfrenta um desafio silencioso, mas letal: a sonolência ao volante. Dados recentes indicam que o prejuízo cognitivo causado por noites mal dormidas é equiparável aos efeitos da embriaguez, comprometendo a percepção, o julgamento e o tempo de resposta do condutor. Para o setor de assistência veicular e associações de proteção, entender esse fenômeno é vital. O médico Alberto Ogata, conselheiro da ABQV, destaca que o ciclo circadiano humano possui quedas naturais de alerta durante a madrugada e o início da tarde. Quando somada a jornadas exaustivas, essa condição favorece o 'microssono', onde o motorista percorre distâncias críticas sem controle do veículo em frações de segundos. O problema é agravado pelo 'jet lag social' e por distúrbios como a apneia obstrutiva do sono, que impedem um descanso reparador. Além da responsabilidade individual, as organizações possuem um papel determinante na mitigação desses riscos. Empresas que gerenciam frotas devem adotar programas de gestão da fadiga que incluam desde avaliações periódicas de saúde ocupacional até o planejamento inteligente de escalas e paradas obrigatórias. Ao tratar a fadiga como um risco gerenciável e não apenas como um fator inerente à profissão, as empresas não apenas preservam vidas, mas reduzem drasticamente os sinistros e os custos assistenciais associados, elevando o padrão de segurança de toda a operação.