Logística Reversa de Pneus: ABIDIP aponta distorções regulatórias que afetam o mercado
Uma brecha na Resolução Conama nº 416/2009 tem gerado desigualdade competitiva e lacunas na Política Nacional de Resíduos Sólidos ao excluir pneus fornecidos a montadoras das metas de reciclagem.

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) iniciou um movimento para corrigir uma assimetria regulatória que impacta diretamente o setor automotivo e a gestão ambiental no Brasil. O ponto central da polêmica reside na Resolução Conama nº 416/2009, que, por ter sido editada antes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010, permite que fabricantes nacionais fiquem isentos da comprovação de destinação ambientalmente adequada para pneus vendidos diretamente a montadoras. Na prática, isso significa que milhões de unidades — cerca de 12 milhões em 2024 e outros 12 milhões em 2025, segundo a ANIP — ficam fora do cálculo oficial de logística reversa. Enquanto isso, importadores e o mercado de reposição suportam integralmente o ônus e as obrigações da destinação final. Para a Satélite Assistência, que atua próxima às demandas de associações e gestores de frotas, compreender essas movimentações regulatórias é fundamental, visto que a sustentabilidade da cadeia automotiva reflete na organização e nos custos operacionais do ecossistema de assistência. A ABIDIP defende que a responsabilidade compartilhada prevista na PNRS deve ser plena, sem exceções, para garantir transparência e equidade na competição. O setor espera que uma revisão normativa equilibre o passivo ambiental, integrando a indústria de equipamentos originais ao esforço coletivo de reciclagem e preservação, alinhando o desenvolvimento industrial às exigências socioambientais vigentes.