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Tecnologia16 de setembro de 2026

Monitoramento por Velocidade Média: O que as Associações e Empresas de Rastreamento Precisam Saber

A ANTT iniciou testes com radares de velocidade média em oito estados brasileiros. Embora não gerem multas agora, a tecnologia promete transformar a fiscalização e a segurança nas rodovias.

Monitoramento por Velocidade Média: O que as Associações e Empresas de Rastreamento Precisam Saber

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu início a uma fase de testes significativa para a segurança viária no Brasil: a implementação de sistemas de monitoramento por velocidade média em rodovias concedidas de oito estados. Diferente dos radares convencionais, que capturam a velocidade instantânea em um ponto fixo, essa tecnologia utiliza dois ou mais equipamentos para calcular o tempo de percurso entre dois pontos distintos. Ao dividir a distância pelo tempo gasto, o sistema determina a velocidade média desenvolvida pelo veículo. Essa abordagem visa coibir o comportamento de risco onde condutores reduzem a velocidade apenas ao se aproximarem de radares fixos, acelerando logo em seguida, uma prática que compromete a fluidez e a segurança do tráfego.

Impacto Operacional e Educativo

Nesta etapa inicial, que terá duração de 180 dias, a ANTT reforça que o projeto possui caráter estritamente técnico, educativo e experimental. Isso significa que, por enquanto, os registros de velocidade média não resultarão em autuações, multas ou pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O objetivo central é avaliar a confiabilidade dos equipamentos, a capacidade de identificação veicular e o comportamento dos motoristas diante dessa nova forma de fiscalização. Para empresas de rastreamento e associações de proteção veicular, este é um momento crucial para monitorar como a tecnologia afetará a sinistralidade e o perfil de condução dos associados, visto que a fiscalização por trecho tende a promover uma condução mais constante e menos agressiva.

O Futuro da Fiscalização nas Rodovias

Embora a legislação atual, regida pela Resolução nº 798/2020 do CONTRAN, ainda não contemple a autuação baseada exclusivamente na velocidade média, o avanço dos testes sinaliza uma tendência de modernização na fiscalização brasileira. A tecnologia já foi objeto de experiências anteriores em centros urbanos, como São Paulo, e agora ganha escala em rodovias estratégicas como a BR-101, BR-040 e BR-381. É fundamental que gestores de frotas e associações orientem seus condutores sobre a importância de respeitar os limites de velocidade em toda a extensão da via, e não apenas nos pontos de fiscalização eletrônica. A adoção definitiva desse modelo exigirá novos enquadramentos normativos, mas a tendência é que a segurança viária seja reforçada, reduzindo o número de acidentes e, consequentemente, a demanda por acionamentos de assistência 24h.

Para o setor de assistência veicular, a tecnologia representa uma oportunidade de alinhar estratégias de prevenção. Ao promover a conscientização sobre o monitoramento por trecho, as empresas podem contribuir para a redução de sinistros graves, que frequentemente envolvem excesso de velocidade. Acompanhar os relatórios de desempenho que serão gerados pelas concessionárias durante este período de testes permitirá que o mercado se antecipe a possíveis mudanças regulatórias, garantindo que seus associados estejam sempre informados e em conformidade com as melhores práticas de direção defensiva nas rodovias brasileiras.