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Tecnologia16 de setembro de 2026

Fiscalização por Velocidade Média: O Que as Empresas de Assistência e Frotas Precisam Saber

A ANTT autorizou testes de radares de velocidade média em oito estados. Entenda como a tecnologia funciona e o impacto para a segurança viária e o setor de assistência.

Fiscalização por Velocidade Média: O Que as Empresas de Assistência e Frotas Precisam Saber

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu um passo significativo para a modernização da fiscalização rodoviária no Brasil ao autorizar projetos-piloto de radares de velocidade média em oito estados [3, 8]. Diferente dos radares convencionais, que monitoram a velocidade em um ponto fixo, essa tecnologia utiliza o reconhecimento de placas em dois pontos distintos para calcular o tempo de percurso do veículo [3, 8]. Se o tempo total for inferior ao limite permitido para aquele trecho, o sistema identifica que o condutor excedeu a velocidade média [3, 8]. Esta abordagem visa inibir a prática comum de reduzir a velocidade apenas diante do equipamento e acelerar logo em seguida, promovendo uma condução mais constante e segura ao longo de toda a extensão da via [6, 8].

Impacto Operacional e Educativo para o Setor

Nesta fase inicial, que terá duração de pelo menos 180 dias, os equipamentos possuem caráter estritamente técnico e educativo, não sendo permitida a aplicação de multas [3, 7, 8]. Para as empresas do setor de assistência 24h, associações de proteção veicular e gestores de frotas, este é um momento crucial para orientar condutores sobre a mudança na dinâmica de fiscalização [8]. Embora não haja penalidades financeiras imediatas, o monitoramento já demonstrou em testes anteriores, como na BR-050 em Minas Gerais, uma redução efetiva nos flagrantes de excesso de velocidade, o que contribui diretamente para a diminuição de sinistros e, consequentemente, para a redução de acionamentos de assistência [7, 9].

Tecnologia e Perspectivas Futuras

Os testes abrangem rodovias estratégicas em estados como Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina [3, 8]. A implementação exige que as concessionárias instalem sinalização adequada, garantindo transparência aos usuários sobre o monitoramento [3, 8]. É importante ressaltar que, embora a tecnologia seja promissora, a transição para a aplicação de multas depende de uma regulamentação jurídica e normativa robusta, que ainda está em debate no país [4, 7, 10]. A ANTT, alinhada com tendências globais de mobilidade discutidas em eventos como o CES 2026, busca integrar soluções de inteligência artificial e monitoramento inteligente para elevar os padrões de segurança nas rodovias brasileiras [1].

Para o mercado B2B de assistência veicular, acompanhar essas inovações é fundamental para a gestão de riscos e para o suporte aos associados [8]. A adoção de tecnologias de fiscalização mais precisas tende a tornar o trânsito mais previsível, o que pode impactar positivamente a sinistralidade das carteiras de proteção veicular a longo prazo [7, 9]. Enquanto a regulamentação definitiva não ocorre, o foco das empresas deve ser a conscientização dos motoristas sobre a importância de manter velocidades seguras em todo o trajeto, e não apenas em pontos isolados, reforçando o compromisso com a segurança viária e a eficiência logística [6, 8].