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Tecnologia21 de setembro de 2026

Ponte Rio-Niterói: O novo laboratório para a fiscalização de velocidade média no Brasil

A ANTT autorizou um projeto-piloto de 180 dias para testar radares de velocidade média na Ponte Rio-Niterói, visando coibir o 'efeito canguru' e aumentar a segurança viária.

Ponte Rio-Niterói: O novo laboratório para a fiscalização de velocidade média no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu início a um importante projeto-piloto que promete transformar a fiscalização rodoviária no Brasil. A Ponte Rio-Niterói foi selecionada como um dos principais cenários para testar a tecnologia de radares de velocidade média, um sistema que monitora o tempo de deslocamento entre dois pontos distintos em vez de registrar a velocidade em um único local. Esta iniciativa, que abrange rodovias em oito estados brasileiros, tem como objetivo principal avaliar a precisão dos equipamentos e o impacto real no comportamento dos condutores, buscando uma alternativa mais eficaz para o controle de tráfego em vias de alta densidade.

Por que a Ponte Rio-Niterói é o cenário ideal?

A escolha da Ponte Rio-Niterói para este teste não é por acaso. Com uma extensão de 13,29 km e um fluxo diário que supera os 150 mil veículos, a estrutura oferece um ambiente controlado e contínuo, sem cruzamentos, retornos ou saídas intermediárias que poderiam comprometer a precisão do cálculo. O trecho de 9,02 km monitorado permitirá que o sistema identifique com exatidão a velocidade média desenvolvida pelo condutor, combatendo o chamado 'efeito canguru', onde motoristas reduzem a velocidade apenas ao passar pelo radar fixo e aceleram logo em seguida. Para a Satélite Assistência e para o setor de logística, essa mudança representa um passo importante na padronização da segurança viária e na redução de sinistros em rodovias concedidas.

Funcionamento e expectativas para o setor

O sistema de velocidade média funciona através de dois pontos de monitoramento (checkpoints) que registram a placa e o horário de passagem do veículo. O software calcula o tempo gasto no percurso e, caso a média seja superior ao limite permitido, o sistema identifica a infração. É fundamental destacar que, durante os 180 dias de teste autorizados pela ANTT, o sistema terá caráter estritamente educativo e experimental, não gerando multas automáticas para os motoristas. A concessionária responsável, Ecovias Ponte, será encarregada de enviar relatórios periódicos à agência reguladora, detalhando o desempenho dos equipamentos e as variações no comportamento do tráfego sob diferentes condições climáticas e de fluxo.

Para as empresas de assistência 24h e associações de proteção veicular, o monitoramento por velocidade média pode trazer reflexos positivos a longo prazo. A redução da velocidade excessiva e a maior fluidez no tráfego tendem a diminuir a incidência de colisões traseiras e acidentes graves, o que impacta diretamente na sinistralidade das frotas e na demanda por serviços de socorro mecânico. Acompanhar a evolução dessa tecnologia é essencial para que as empresas do setor B2B estejam preparadas para as novas diretrizes de segurança viária que podem ser implementadas em âmbito nacional após o encerramento deste período de testes.